domingo, 4 de novembro de 2012

As Práticas Pedagógicas em creches na construção da Identidade e da Autonomia da Criança



Este artigo foi apresentado na II Jornada de Estudos do Curso de Pedagogia a Distância, realizado este ano na Universidade Estadual de Maringá.

Espero que gostem!!!




AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM CRECHES NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE E DA AUTONOMIA

 Eliana Moreira Amaral de Souza *

RESUMO



O presente artigo pretende apresentar algumas considerações sobre as práticas pedagógicas que podem ser trabalhadas nas creches na construção da identidade e da autonomia das crianças que frequentam este ambiente. Neste sentido, mostraremos um panorama da Educação Infantil, abordando as práticas pedagógicas que podem contribuir com o trabalho do (a) professor (a).
Apoiadas na teoria Histórico Crítica, optamos pelo teórico Vigotsky, num sentido de repensar nossas práticas pedagógicas e promovermos a interação entre a criança e o conhecimento, no qual o professor como mediador tem o papel fundamental no instigar, no provocar, no propiciar a aprendizagem da criança de maneira gradativa,  prazerosa e eficiente, em que a mesma constrói e reconstrói sua identidade e autonomia.

Palavras-chave: Educação. Práticas Pedagógicas. Identidade. Autonomia.

 1 INTRODUÇÃO

            A partir da Constituição Federal de 1988 a Educação Infantil passou a ser considerada como um direito de todas as crianças e com a promulgação da LDB – Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 instituiu-se como primeira etapa da Educação Básica seguindo as exigências legais para garantia de um atendimento de qualidade às crianças de 0 a 5 anos em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social complementando a ação da família e da comunidade.
            As instituições de Educação Infantil, como um espaço educativo, devem cumprir as finalidades e objetivos estabelecidos pelas legislações vigentes (LDB/96, DCNEI/PR99, CEB/CNE e Deliberação 02/2005 / CEE/PR) que visam corresponder ao direito da criança à educação, à democratização do acesso aos bens culturais e educacionais, o pluralismo de ideias, à confiança, à proteção, à dignidade, à brincadeira, à convivência, à interação com outras crianças, o respeito, à liberdade e o apreço à tolerância, proporcionando assim uma formação humana.
Neste sentido, a constituição de 1988, que tem sua história marcada por mobilizações sociais e dentre as conquistas alcançadas, o reconhecimento dos direitos da criança e do adolescente como sujeitos de direitos é visto neste momento e reafirmado no (ECA) - Estatuto da Criança e do Adolescente - o atendimento em creches e pré-escolas para crianças até 6 anos de idade estava entre esses direitos.
Se há pouco tempo as crianças pequenas passavam o dia sendo alimentadas e limpas, cada uma segura no berço e no berçário das creches. Somente às maiores, em idade pré-escolar, eram oferecidas atividades, como rasgar e fazer bolinhas de papel para colar. Hoje uma Educação Infantil nesses moldes não é admitida, pois já há referências de práticas pedagógicas que respeitam as características das faixas etárias e, assim, promovem o desenvolvimento das turmas e até seis anos.
Neste sentido, é necessário que a Educação Infantil seja baseada em uma proposta pedagógica consistente. Além disso, quem trabalha com crianças em creche precisa ter como parte de sua rotina o planejamento e a avaliação das atividades. Tudo sempre levando em consideração a organização do tempo, do espaço e dos materiais em função das características da criança assistidas.
            Tomando este norte, podemos perceber que a formação humana perpassa por caminhos importantes que, se bem embasados sustentam o adulto reflexivo e crítico que a sociedade imediatista tanto anseia. O grande desafio é construir uma prática pedagógica de qualidade fundamentada em uma ampla visão de educação que firme a infância como uma fase da vida de plenas possibilidades. Esta atitude implica em considerar educação e cuidado como indissociáveis e perceber a criança como ser ativo, capaz e produtor de cultura.
            O pontapé inicial dessa formação na construção da identidade e da autonomia tem sua base essencial na Educação Infantil. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil apresenta a identidade como uma marca de diferença entre as pessoas, a começar pelo nome da criança, seguido de todas as características físicas, modos de agir, de pensar e da história pessoal. Esses pressupostos embasam a construção de uma identidade que promove o conhecimento no indivíduo de suas preferências e gostos e o domínio de habilidades e limites, que devem considerar a cultura, a sociedade, o ambiente e as pessoas com quem convivem.
            Neste sentido, o autoconhecimento, que se inicia na primeira infância segue até o resto da vida e deve ser aprendido e apreendido na creche, espaço das vivências e de aprendizagem contínua onde a maioria das crianças passa hoje, grande parte do seu dia vivenciando suas primeiras experiências.
            Acerca da autonomia, esta é apontada no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil como a capacidade de se conduzir e de tomar decisões por si própria, levando em conta regras, valores e a perspectiva do outro. Neste aspecto o autocuidado que implica em limpar-se, vestir-se, realizar ações básicas para a sua sobrevivência na sociedade então instituída, promove a competência de agir por si, ter suas próprias vontades e agir sobre elas. Neste contexto a creche é o local onde a identidade e autonomia, para se efetivar de fato, deve buscar nas práticas pedagógicas ali aplicadas seu norteador.

2 IDENTIDADE E AUTONOMIA

            Banho, troca, alimentação, sono são atividades que permeiam a casa/creche. No entanto, o cuidar e o educar são tarefas indissociáveis na Educação Infantil e como tal devem oportunizar o desenvolvimento do bebê para a construção de sua identidade e autonomia, que só terá seu alcance por meio de estímulos adequados.
Ferreira (2008, p.17) nos alerta que

a indissociabilidade entre cuidado e educação precisa permear todo projeto pedagógico de uma creche ou pré-escola. Trata-se, de certa forma, de uma filosofia de atuação que prevalece, ou não, em todo o planejamento. As famílias não procuram a instituição apenas para que proporcione a seus filhos os aprendizados definidos no currículo escolar. Elas buscam compartilhar com os educadores o cuidado e a educação de seus filhos. Esperam que suas crianças sejam acolhidas em sua individualidade, o que comporta necessidades variadas.

            E este, só se estabelece se um vínculo afetivo, essencial neste cenário acontecer. Nesta interação entre criança e educadora o eixo identidade e autonomia norteia os trabalhos nos primeiros anos escolares possibilitando aos pequenos a desenvolver o reconhecimento da própria imagem, objetivando nas atividades do seu dia a dia, que eles se identifiquem como seres singulares, com seu corpo, seus hábitos e preferências, que ao ser paulatinamente estimulado ganham independência para realizar situações corriqueiras, como por exemplo, se comunicar por meio da linguagem.
            Quando buscamos uma teoria que sustente a apropriação efetiva de conhecimento, procuramos também uma teoria que permita aos professores, a liberdade e as condições de analisar os problemas da prática educativa, compreendê-los frente sua complexidade e planeje ações adequadas para enfrentá-los. Neste sentido, a teoria histórico-cultural, é a teoria que permite pensar práticas educativas que possibilitem as conquistas das crianças pequenas. Por ser essencialmente uma teoria da educação, que ao explicar o processo de desenvolvimento humano, afirma que a consciência humana – a inteligência e a personalidades humanas – resultam dos processos de vivência de cada sujeito nos quais a aprendizagem possibilita o desenvolvimento.
            Segundo a teoria Histórico-Cultural, a aprendizagem acontece na relação de uma pessoa com a outra onde uma das partes sabe mais que a outra. Vigotsky (1987) diz que é nessa troca com uma pessoa mais experiente que o aprendizado se efetiva, tendo na mediação o seu ponto de apoio e, com as experiências partilhadas, entre as crianças vão construindo a história do grupo por meio de relações de confiança, de intimidade e de pertencimento que vão aos poucos se estabelecendo.
            No trato com crianças pequenas a mediação deve ser organizada, planejada pelo educador/educadora que acompanham o bebê em sua estadia na creche. Nas atividades adequadas desenvolvidas a mediação contribuirá para com o avanço progressivo de sua autonomia.
            Se por exemplo o bebê já engatinha e a educadora coloca os brinquedos sempre perto do bebê, isso pode não desenvolver praticamente nada, a não ser o pegar, observar, apalpar, morder o brinquedo. Agora, se a educadora desafiar o bebê, colocando o brinquedo fora de seu alcance do outro lado da sala e provocá-lo, instigá-lo, procurar maneiras diferentes chamá-lo para buscar o objeto. As mediações da educadora vão provocando novas ações encorajando-o a ampliar seu desenvolvimento. Neste mesmo momento a professora deve atuar como mediadora desse processo de aprendizagem.
            Assim Maturana (1998, p.29) destaca que

O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro (...), de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o outro no espaço de convivência. O educar ocorre, portanto todo o tempo e de maneira recíproca. Ocorre como uma transformação estrutural contingente como uma história no conviver, e o resultado disso é que as pessoas aprendem a viver de uma maneira que se configura de acordo com o conviver da comunidade em que vivem. A educação como sistema educacional configura o mundo, e os educandos confirmam em seu viver o mundo que viveram em sua educação. Os educadores por sua vez, confirmam o mundo que viveram ao ser educados no educar.

É importante destacar que a prática pedagógica realizada nas instituições de Educação infantil é uma construção histórica e social, marcada por diversos atores com histórias individuais, profissionais ou particulares, na tentativa da construção de uma prática coletiva que atenda as crianças pequenas no espaço coletivo de convivência, que são evidenciadas com maior ou menor intensidade na intensidade na instituição que se torna o local de encontro/confronto. Neste caso, a prática pedagógica é o fio condutor do cotidiano, que deve englobar todas as rotinas que compõem o fazer diário na creche, na qual a prática pedagógica aplicada pressupõe intencionalidade em todos os momentos. Deve, portanto, ser um trabalho conduzido por percepções que considerem objetivos e intenções em todas as suas ações.
Se por exemplo o bebê já engatinha e a educadora coloca os brinquedos sempre perto dele, isso pode não desenvolver praticamente nada, a não ser o pegar, observar, apalpar e morder o brinquedo. Agora, se a educadora desafiar o bebê, colocando o brinquedo fora de seu alcance do outro lado da sala e provocá-lo, instigá-lo, procurar maneiras diferentes chamá-lo para buscar o objeto. As mediações da educadora vão provocando novas ações encorajando-o a ampliar seu desenvolvimento. Neste mesmo momento a professora deve atuar como mediadora desse processo de aprendizagem.

3 SUGESTÕES DE ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS

É importante organizar um cronograma para variar as atividades e não entediar os bebês com ações excessivamente repetitivas e oferecer novas aprendizagens. As crianças maiores são capazes de participar de jogos mais elaborados, feitos com fotos delas, das famílias e dos colegas. Com a apropriação da fala, as atividades de reconhecimento da própria imagem podem ser reduzidas na rotina.

1)     Escolha uma música que permita incluir o nome da criança e cante-a para o bebê. Uma sugestão de canção é: "Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar, eu tirava o (nome da criança) do fundo do mar"... Cante repetidamente, assim, ele vai formando sua identidade.

2)     Ao nascer o bebê tem um reflexo que o faz ficar com as mãos fechadinhas. Para ajudá-lo a abrí-las, brinque com cada dedinho chamando-o pelo nome: mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura-bolo, mata-piolho. Após brincar com os dedinhos dê-lhe algo para segurar, pois aos poucos, quando o reflexo passar o bebê terá facilidade na apreensão.

3)     Fale com o bebê animadamente, enquanto, move seu rosto para a direita ou para a esquerda, tentando capturar sua atenção. Ele aprenderá a olhar na direção certa.

4)     Coloque o bebê apoiado sobre o joelho, segure firmemente pelas axilas e brinque de "cavalinho" para estimular o equilíbrio da cabeça.

5)     Use e abuse de revistas fotos grandes com expressões totalmente diferentes. Mostre-as uma a uma para o bebê. Eles gostam muito de ver rostos.

6)     Deite o bebê no chão e sente-se de frente para ele. Ofereça um brinquedo. Quando estiver entretido, chame-o e ofereça outro. Limite-se a três brinquedos bem diferentes para que ele não perca o interesse.

7)     Coloque em suas mãozinhas uma bola de tecido macia e de cores vibrantes para que ao mesmo tempo desenvolva o tato e a visão.

8)     A maioria das crianças busca segurança na figura de apego (brinquedo, cheirinho, boneco, etc.) que o acompanha aos lugares desconhecidos, isso dará a ele a segurança de não estar sozinho em novas experiências. Valorize!

9)     Quando o bebê estiver por volta dos seis meses, deite-o no chão de bruços e fique na mesma posição. Brinque de aviãozinho, levantando o dorso e os braços do chão.

10)  Utilizando de chapéus, bonés, toucas de lã, de bombeiro, de palhaço, de cozinheiro. Sente-se na frente do seu bebê, coloque o primeiro chapéu e faça uma cara engraçada. Depois se aproxime para que ele retire o chapéu. Passe para outro e repita a brincadeira.

11)  Ofereça um pequeno brinquedo. Quando ele estiver quase tocando, mude o objeto de posição até sair do campo de visão do bebê e pergunte "Cadê o brinquedo?". Ele provavelmente irá procurar o brinquedo. Caso não olhe, mostre-o e repita a brincadeira.

12)  Sente o bebê no colo, de costas para você. Pegue um espelho e posicione de modo que o bebê possa ver o próprio reflexo. Depois vá mudando a posição do espelho até que ele mostre o se reflexo, sorrindo.

13)  No banho agite suavemente os pezinhos do bebê na água, segurando com firmeza seu corpo. É uma forma de estimular o tato.

14)  Os bebês adoram surpresas como caixas coloridas de onde saltam bichinhos, ou que tocam músicas alegres ao serem abertas.

15)  Ajude o bebê a passar um brinquedo de uma mão para outra. Dê objetos que caibam na sua mão.

16)  A imitação é um ótimo recurso, preste atenção aos sons e expressões que seu bebê faz e imite como se fosse um espelho.

17)  Utilizando os seus dedos, faça uma trilha de formiguinha (caminhando) que começa na coxa e termina nos pezinhos. Vá narrando o percurso: "a formiguinha está subindo uma montanha, está descendo, chegou!!!".

18)  Provoque e estimule a curiosidade da criança com brinquedos que abrem portas, janelas.

19)  Questione a criança: "qual é o tamanho do (use o nome do bebê)?". Ajude a criança a abrir os braços o máximo que ela puder e diga: "Ele é grande assim!".

20)  Prepare vários pratos com texturas diferentes para a criança tocar, degustar e cheirar. Por exemplo: gelatina de frutas, iogurte, banana, cereais, aveia, grãos de feijão, de bico, arroz.

21)  Cubra um objeto com uma fralda e logo depois descubra. A brincadeira ajuda a perceber a ausência.
22)  Dê papel para que o bebê amasse e rasgue. Esta atitude estimula a coordenação.

23)  Com uma caixa de papelão um pouco maior que o corpo do nenê e faça um túnel para que ele possa engatinhar facilmente através dela. Coloque o bebê de um lado da caixa e fique do outro, chamando por ele.

24)  Aos nove ou dez meses, sente-se no chão e brinque com um jogo de empilhar. Incentive o bebê a fazer o mesmo e, no final, derrube tudo. Retalhos de madeira são excelentes pra isso.

25)   Dê a criança uma colher e um prato, de preferência tudo de plástico, provavelmente já usando um raciocínio lógico, ele vai simular que está se alimentando.

26)  Sente-se no chão, de frente para o bebê, role uma bola em direção a ele, provavelmente ele a pegará e tentará lançá-la para você.

27)  Durante o banho ofereça copos ou forminhas de plástico colorido. Ensine o bebê a transferir a água de um para outro. Não deixe que manuseie coisas muito pesadas.

28)  No estímulo da fala, os brinquedos que imitam telefone são os melhores. Pegue um telefone de verdade e peça para o pequeno conversar com você usando o dele. "Alô? O Carlos? Só um minuto!". Inclua o nome dele.

29)  Dê materiais, com diferentes texturas, cores e formas para a criança manusear, isto contribuirá para com o desenvolvimento da coordenação motora fina da criança e o tato.

30)  Para o bebê conhecer e reconhecer partes do corpo. Diga "esse é o nariz da professora", e coloque o dedo dele no seu nariz. Depois faça com que coloque o dedinho no próprio nariz enquanto fala "esse é o nariz do Carlos".

31)  É por volta de um ano, ele começa a dar os primeiros passos. Coloque-se a uma pequena distância dele, convidando-o a vir até você. Quando ele chegar, suspenda-o no ar e elogie.

32)  Coloque o bebê no chão e na frente dele latas, caixas, uma cesta e tigelas de plástico. Ele vai praticar o ato de pôr e tirar.

33)  Dance uma música bem animada com a criança no colo para que ele sinta o ritmo.

34)  Solte bolhas de sabão para que as crianças possam estourá-las.

35)  Varie os brinquedos. Selecione colocando brinquedos diferentes todos os dias. Por exemplo: Segunda-feira: bonecas, terça-feira: rasgação com revistas e/ou jornais, quarta-feira: bolas, quinta-feira: motocas, sexta-feira: cartazetes com figuras humanas...;

36)  Arme uma cabana com lençóis e perceba a reação das crianças;

37)  Massinha de modelar ou mingau feito com gelatina colorida ou pó de suco, para as crianças manusearem em cima do craft e em diferentes espaços com texturas e espaços;

38)  Coloque fotos das crianças nos berços e reserve um espaço para que elas interajam em frente ao espelho, todos os dias, ajuda os pequenos a reconhecerem a própria imagem.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A construção da identidade e da autonomia na criança acontece de forma gradativa nos primeiros anos da infância, quando todos os envolvidos no processo se dispõem em estimular o bebê de forma organizada, intencional e planejada. Para tanto, um ambiente seguro, limpo e afetivo é território fértil para que novas aprendizagens se estabeleçam.
Segundo o Referencia Curricular Nacional para a Educação Infantil, a identidade é uma marca de diferença entre as pessoas, a começar pelo nome, seguido de todas as características físicas, de modos de agir, de pensar e da história pessoal. Já a autonomia é a capacidade de se conduzir e de tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, as perspectivas pessoais, bem como a perspectiva do outro.
Assim, autoconhecimento e autocuidado são bases para futuras aprendizagens e a rotina nas atividades planejadas adequadamente dão segurança às crianças, promovendo vínculos afetivos que proporcionem desafios e consequentemente novos aprendizados.
Nesta perspectiva, o educador/educadora no processo ensino/aprendizagem atua como mediador e deve buscar na equipe pedagógica da escola apoio para sua formação constante e assim desenvolver práticas pedagógicas que privilegiem o movimento teoria/prática/teoria. Movimento este que valoriza ações e atitudes que efetivam de fato a identidade e a autonomia na da criança.

 REFERÊNCIAS
 
FERREIRA, Maria Clotilde Rossetti. A educação coletiva do pequeno cidadão de 0 a 3 anos. IN: Revista Criança do professor de educação infantil. Brasília. MEC, nº 46, dezembro de 2008.

KRAMER, S. As crianças de 0 a 6 anos nas políticas educacionais no Brasil: educação infantil e/é fundamental. Educação e Sociedade, Campinas, SP, v. 27, n. 96, out. 2006.

MATURANA R., Humberto Emoções e linguagem na educação e na política / Humberto Maturana; tradução: José Fernando Campos Fortes. - Belo Horizonte: Ed. UFMG, P. 29. 1998.

MARINGÁ. Proposta curricular da Educação Infantil e do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal da Educação. 2008.

VIGOTSKI, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins
Fontes, 2001.

VYGOTSKI, L. S. Formação social da mente. 3. ed., São Paulo: Martins Fontes,
1989.    


*              Formada em História e Pedagogia pela UEM (Universidade Estadual de Maringá)2000/2004; Psicopedagoga pelo CESUMAR em 2002; Gestão Educacional pela UEM em 2006; Integrante da equipe do editorial da Revista Maringá Ensina; Tutora do Curso de Pedagogia da UEM/EaD/UAB/MEC/CAPES desde 2010; Conselheira do FUNDEB em Maringá, no qual atua como secretária. Aluna do curso de graduação em Artes Cênicas na Universidade Estadual de Maringá (2012).

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